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Por Dra Juliana da Silva Ferreira
Atualmente é de fundamental importância exercitar-se. Isso não se modifica quando se fala em pacientes grávidas, pós- mastectomizadas ou em pacientes com incontinência urinária, sejam eles femininos ou masculinos.
A fisioterapia uroginecológica é um recurso terapêutico que traz benefícios consideráveis levando a essas pacientes o alívio de tantos desconfortos e insatisfações sentidas pelas mesmas.
O trabalho da fisioterapia obstétrica melhora a qualidade de vida da grávida tanto no pré como no pós-parto imediato e tardio . Os objetivos dos exercícios para as gestantes e puérperas (após o parto), incluem, melhorar:
- a circulação sangüínea, evitando edemas (inchaço) e prevenindo o surgimento de tromboses no pós-parto;
- a respiração, preparando-a para um parto mais normal e sem complicações;
- o equilíbrio muscular, reduzindo o risco de quedas;
- o desconforto intestinal, controlando a constipação;
- promover uma melhor postura antes e após a gestação;
- fortalecer a musculatura abdominal e do assoalho pélvico ( períneo );
- orientar no preparo das mamas e a postura adequada para a amamentação ;
- além de promover uma maior percepção corporal e melhorar a auto-estima .
No que se refere às disfunções uroginecológicas, o tratamento estende-se no combate à incontinência urinária, que é a perda involuntária de urina, freqüente mundialmente na população feminina e presente também em homens após a cirurgia de próstata. A fisioterapia age na prevenção e tratamento da cistocele (queda de bexiga) e perdas de urina por esforço através de exercícios e eletroestimulação; no tratamento das incontinências urinária e fecal através da eletroestimulação; no tratamento e fortalecimento da musculatura de períneo; no tratamento das disfunções sexuais e melhoria do desempenho sexual. A incontinência pode resultar no afastamento das pessoas ou na iniciativa própria do paciente se isolar por constrangimento. A mesma pode ser responsável tanto pela degradação da saúde física quanto mental, através da depressão e perda da auto-estima. Desta forma, a fisioterapia tem se tornado uma aliada importante para a melhora ou cura da perda urinária.
A fisioterapia também atua na reabilitação física das pacientes com câncer de mama, seja na retirada parcial ou total da mesma. Esse tipo de tratamento torna-se essencial para a paciente operada, justamente por apresentar um conjunto de possibilidades terapêuticas físicas, que envolvem desde a mais precoce recuperação das funções dos membros superiores até a prevenção de seqüelas, como retração e formação de cicatrizes hipertróficas e aderentes, e de disfunções linfáticas que possam se estabelecer, tais como o linfedema do membro superior.
Concluindo, é de fundamental importância que haja um diagnóstico médico preciso para que o tratamento fisioterápico seja adequado, o qual trará resultados amplamente satisfatórios para o paciente proporcionando uma melhor qualidade de vida.
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