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Por Dra Tania Mara Alves Prates
Nosso país está muito avançado em relação às políticas públicas de saúde mental pois além do movimento dos trabalhadores de saúde mental contamos com a participação de representação dos usuários destes serviços e de seus familiares.
A realização da Terceira Conferência Nacional de Saúde Mental que aconteceu 11 a 15 de dezembro de 2001, em Brasília contou com 1200 delegados, representando de forma pareada os trabalhadores de saúde mental e os usuários e seus familiares. Nesta conferência - uma conquista dos brasileiros - foram enviadas ao Ministério da Saúde uma série de recomendações importantes que avançam nos cuidados e na promoção da saúde mental.
Tem-se trabalhado em todos os Estados diretrizes que incluam as pessoas que sofrem de dificuldades da esfera mental como cidadãos com direitos e deveres, com políticas públicas que reformulem a forma de cuidado com estas pessoas: desospitalização, serviço de base territorial próximo aos locais de moradia, serviços de atenção diários e principalmente uma clínica voltada para a inclusão, a cidadania e a responsabilização.
No entanto, em relação à saúde mental de crianças e adolescentes, ainda precisam ser implantados, nos Estados, programas e serviços que sejam capazes de promover uma rede integral de atenção a crianças e adolescentes que dê conta das várias demandas apresentadas por eles.
Precisamos criar nesta rede integral várias possibilidades como: serviços ambulatoriais às crianças que apresentem algum sofrimento na esfera mental, tais como dificuldade de aprendizagem ou dificuldade de socialização etc.; serviços de atenção diários e próximos às moradias para aqueles que apresentam questões de maior gravidade; dispositivos que possam oferecer uma resposta melhor aos problemas de violência doméstica e à drogadicção; oferecer melhor cuidado às crianças institucionalizadas principalmente aos portadores de deficiência; desenvolver trabalho específico com as famílias para que estas possam cuidar melhor de seus filhos e ajudar na sua reintegração familiar e social.
Um outro aspecto importante é garantir a formação contínua e responsável de profissionais que trabalham com as crianças e adolescente como cuidadores de creches e de instituições, professores, pediatras, juizes da infância e da adolescência, conselheiros tutelares deste campo, entre outros. Estas pessoas precisam conhecer o universo da infância, ser ouvidas e supervisionadas nos seus serviços para que entendam o detalhe de cada criança e possam ajudá-la a ser um cidadão responsável e feliz.
Para tantos desafios são precisos recursos do Ministério da Saúde, principalmente pelo SUS e para tanto torna-se urgente sensibilizar os conselheiros municipais, estaduais e federais de saúde para que valorizem a promoção da saúde mental em cada município.
Não podemos nos esquecer de que os pais destas crianças e adolescentes necessitam ter acesso a condições de vida dignas para que possam ter recursos e tranqüilidade para cuidar de seus filhos.
Nas mãos das crianças e adolescentes estão o futuro de nosso país e por isto precisam ser tratados com atenção, carinho e responsabilidade.
Nas mãos das crianças e adolescentes estão o futuro de nosso país e por isto precisam ser tratados com atenção, carinho e responsabilidade.
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