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Por Liberato Schwartz e Clenice Schwartz
A hipnose é uma das melhores estratégias para a diminuição ou mesmo abolição da dor.Mas deve ser usada com cuidados especiais. A utilização da hipnose para eliminar a dor de um cliente sem procurar saber a sua origem, pode originar prejuízos futuros, por exemplo, caso a dor seja um sinal de condições orgânicas que precisam ser cuidadas. Cabe ao hipnoterapeuta a preocupação de que a redução ou a remoção da dor não traga perdas significativas para o cliente. Utilizada como alívio do sintoma a hipnose não cura a dor, portanto o cliente deve ser avaliado primeiro por um médico para um diagnóstico de suas condições orgânicas, e só então, pode-se utilizar a hipnose. Além do mais, a dor é um sinal que o corpo emite de que alguma coisa não está bem. Este sinal não pode ser desconsiderado e simplesmente abolido com a hipnose.
Natureza da Dor
A natureza da dor é variável e complexa porque, sendo uma experiência psico-fisiológica (corpo e mente funcionando juntos), é uma experiência subjetiva (cada pessoa a sente de uma forma); aparece em intensidades diferentes (forte ou fraca, por exemplo); a dor pode ser passageira, recorrente, persistente, aguda ou crônica. Uma dor pode resultar de uma lembrança do passado, devido a alguma associação de uma experiência que a pessoa revive no presente, e que funciona como âncora para traze-la ao presente. Pode também resultar de uma aprendizagem psicológica ou mesmos condicionamentos.
Tratamento
Não há formas padronizadas de tratamento da dor, portanto o primeiro passo é conhecer o estilo pessoal do cliente, suas expectativas e atitudes diante de um tratamento hipnótico, e escolher a indução e as sugestões para o alívio da dor de maneira individualizada.
As pesquisas mostram que o estado hipnótico funciona na diminuição da dor. O estado de transe hipnótico porque pode levar a uma sensação de relaxamento e de conforto, soltando o corpo e aliviando as tensões, que por si só já trazem um alívio de qualquer tipo de desconforto. A absorção e manutenção do foco de atenção favorecem a ausência de julgamento ou censura. Com a ausência da censura há um aumento da responsividade (capacidade de responder de maneira efetiva às sugestões) do cliente, e conseqüentemente o aprofundamento do transe. Neste estado a pessoa fica muito mais responsiva às sugestões de analgesia, conseqüentemente aliviando a dor. Portanto, no estado de transe o cliente não fica incomodado com afirmações que podem ser até contraditórias, ou mesmo que podem gerar confusão, pois ele passa a dar o seu significado de maneira desconectada da reflexão ativa. Agora é o automatismo que guia a pessoa. As sugestões hipnóticas serão realizadas corporalmente, sem esforço da parte consciente da pessoa. Assim a analgesia experimentada é percebida como ocorrendo automaticamente e vindo de dentro.
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