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Cientistas afirmam que ponto G grande aumenta chances da mulher ter prazer sexual
LONDRES - Medicamentos para incrementar o prazer sexual e o orgasmo podem ser mais eficientes em mulheres que tenham o ponto G grande, afirmaram cientistas italianos em artigo na revista New Scientist.
A zona erógena conhecida como ponto G, localizada no interior da vagina, ficou famosa por produzir intensos orgasmos. Nela encontram-se as glândulas de Skene, que segregam uma enzima chamada PDE5, que atua na excitação feminina e já foi relacionada à sexualidade masculina.
Se as glândulas de Skene são grandes e há suficiente secreção de PDE5, os cientistas acreditam que medicações semelhantes ao Viagra surtiriam bom efeito. Para mulheres com ponto G pequeno e para as que não o possuem, esses remédios teriam algum efeito, já que a PDE5 também é encontrada no clitóris.
Médicos defendem que anatomia influi no orgasmo
Emmanuele Jannini e seus colegas da Universidade de Áquila, na Itália, detectaram um acúmulo de PDE5 na vagina de cinco voluntárias e de 14 mulheres mortas. Nos corpos, a maior concentração da proteína foi encontrada em volta do ponto G.
Em outros dois corpos, no entanto, as concentrações da enzima eram muito baixas e os pesquisadores não conseguiram encontrar as glândulas de Skene.
“Para essas mulheres, era anatomicamente impossível ter um orgasmo vaginal. Acredito que mulheres que produzem muita PDE5 e possuem glândulas Skene grandes são mais propensas a ter orgasmos”, opina o médico.
De acordo com as estimativas, 30% das mulheres não têm orgasmo durante a relação sexual. O ponto G recebeu este nome em referência ao cientista Ernest Grafenberg, o primeiro a falar sobre a região, em 1950.
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