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Eliane Oliveira
BRASÍLIA. Cerca de 40 representantes dos proprietários de farmácias de todo o país vão tentar convencer hoje o ministro da Saúde, José Serra, que não têm condições de absorver parte do aumento nos preços dos medicamentos, que entra em vigor mês que vem. A alta foi determinada o governo na última sexta-feira. A reivindicação será apresentada em reunião marcada para as 10h30.
Pelas regras do Ministério da Saúde, o reajuste médio para a indústria será de 4% e o máximo admitido por produto, de 5%. O impacto médio para o consumidor será de 2,86% para remédios isentos de PIS e Cofins e de 2,97% para os não isentos. Os aumentos máximos ao consumidor poderão chegar a 3,58%, para medicamentos sem os tributos e de 3,72% para os não isentos.
Drogarias alegam perda de 52,6% na margem de lucro
O governo quer que as farmácias cubram a diferença entre o que foi dado para a indústria e o que caberá ao consumidor. Mas a Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) afirma que isso vai representar um sacrifício de 52,6% na margem de lucro líquido do setor que, segundo a entidade, já é baixa, de 1,9%.
O Ministério da Saúde argumenta que as farmácias não foram afetadas pela alta do dólar como os laboratórios. A valorização da moeda americana neste ano já chega a 40,2%. O câmbio, aliás, foi a razão do reajuste antecipado dos preços dos medicamentos, previsto anteriormente para janeiro de 2002. A Abrafarma rebate o governo, lembrando que, em 16 meses, enquanto os preços dos remédios foram corrigidos em 2,5%, o Índice Geral de Preços de Mercado (IGPM) subiu 19%.
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