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Hoje: 05/09/2010
Notícias
Remédios devem ficar 7% mais caros este mês
Fonte: O Estado de São Paulo
Data: 04/01/2002
Depois do reajuste, preços ficam congelados até o fim do ano

Luciana Miranda

Ainda este mês, o preço dos remédios deve subir. Depois do novo reajuste, os preços ficam congelados até dezembro. Segundo cálculos da Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma), baseados na fórmula prevista em lei, o reajuste ficará em torno de 7%, em média. O valor exato do aumento será estipulado pela Câmara Setorial de Medicamentos - formada pelos ministros da Casa Civil, da Fazenda, da Justiça e da Saúde e técnicos de seus ministérios.

A política de controle de preço dos medicamentos para este ano segue o mesmo cálculo do ano passado, uma fórmula matemática estabelecida em lei. Só mudam os valores das variáveis - como flutuação do dólar, alteração dos custos de produção e aumento de preços de matéria-prima - que entram na composição dessa fórmula. Em novembro, por causa da desvalorização do real em relação ao dólar, o governo antecipou aos laboratórios um reajuste de 4%.

Custos - Segundo Ciro Mortella, presidente da Abifarma, o reajuste permitido pelo governo só serve para recompor os custos da indústria. "A lucratividade fica de fora desse cálculo."

O diretor-executivo da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), José Fernando Magalhães, diz que o controle de preços tem efeito mais agravante para a indústria nacional. "As margens desse setor são menores e todo o mercado é nacional, já que não vendemos fora do País, por isso sofremos mais com o congelamento."

Dados da Abifarma mostram que, em 2001, 44% dos remédios tiveram aumento.

Outros 55% dos produtos tiveram redução de preço. No 1% restante, o preço não variou. Mortella explica que a redução de preços de pouco mais da metade dos remédios foi resultado da diminuição de impostos e de margens de lucro do varejo.

O comércio farmacêutico espera a definição do índice de reajuste com ansiedade. Segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), as margens de lucro do varejo estão cada vez menores.

Em julho de 2000, o governo passou a controlar os preços dos remédios. Nos primeiros seis meses, governo e indústria farmacêutica fecharam um acordo de congelamento. Depois desse período, foi aprovada uma lei que estabelece o cálculo do índice anual de aumento para os medicamentos.



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